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Cenas & Coisas

Cenas & Coisas

05.Set.20

Flashback na minha evolução musical e alcoólica

Antes que leiam e se assustem, não tenho nenhum problema de alcoolismo...

 

Durante o confinamento começamos a ouvir mais música do que o habitual e a beber mais álcool também. Epá, é que depois de dias difíceis a gerir crianças e teletrabalho, fazer almoços, lanches, jantares e o stress de estarmos numa pandemia, sim uma bebida à noite dava algum conforto e ouvir música depois do trabalho com as crianças descontraía-nos a todos.

Para além disso, no início havia notícias a dizer que o álcool podia ajudar e tal, não que acreditasse nisso, mas qualquer desculpa era boa para beber uma pinga.

 

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Comecei com um copinho de Porto branco bem fresco à noite a ver televisão. Entretanto quando ouvíamos músicas (porque isto não é só sobre álcool) muitas vezes não eram só músicas de agora, mas sim aquelas que sempre gostámos. Tenho uma playlist com as minhas músicas favoritas de sempre. Ouvindo as músicas da minha juventude, da minha época de solteira sem filhos vá, comecei a lembrar-me de quando saía à noite e do que bebia. A partir daí comecei a diversificar-me e de repente a nossa casa virou um autêntico bar com imensa variedade de álcool (de referir que bebia só quando as crianças estavam deitadas e já ferradas e um copito só, e nem se quer todos os dias, nada de abusos que sofro de enxaquecas).

Neste artigo faço uma retrospetiva sobre a minha evolução alcoólica que deve ser parecida com a de muitas pessoas da minha idade e ao mesmo tempo relembro aquilo que ouvia nessa altura.

Antes de sair à noite, as únicas vezes que bebia álcool era em festas de anos ou na passagem de ano e era Champagne ou Cidra.

Em 2002, com 16 anos fui pela primeira vez a uma discoteca em Paris (já tinha ido à Kiay em Pombal com 14 anos, mas como é óbvio só bebi uma Coca-Cola) e nessa altura de pré-faculdade, aquilo que as miúdas da minha idade pediam que era bom, soft e cool, era um Smirnoff Ice. Na altura saíamos ao som de Justin Timberlake, de Sean Paul com o seu Get Busy, de Kelis com Milkshake!! Comecei há pouco a ver a série Workin Moms e naquele episódio onde mostram a Anne e a Kate jovens e solteiras, elas aparecem numa limousine ao som desta música! Delirei!! Também foi nessa altura que Beyoncé se lançou sozinha com Crazy in Love.

Ente 2004 e 2008, já estava eu na faculdade em Lisboa e não há festa de estudante sem jantar com Sangria à descrição. Ai aqueles jantares no Ah Caldas... Depois ia-se para a discoteca e pedia-se uma vodka laranja ou um Malibu ananás (não reproduzi essas bebidas, eram muito fraquinhas, mas uma pessoa era jovem e pouco experiente). Ouvia-se Yeah de Usher ou Give it away de Deepest Blue (uma das minhas melhores noites no Indochina). A primeira vez que ouvi o Love Generation de Bob Sinclar foi na Kapital, outra das melhores noites que tive em Lisboa. Também se ouvia The Weekend do Michael Gray no Loft que antes era o People e que deve ser outra coisa agora. Ah, e antes de sair, motivava-me com as minhas amigas ouvindo Nelly Furtado, Promiscuous. De vez em quando ia à Figueira da Foz ao Pessidónio aviar shots e quando podia, ao fim-de-semana dava um pulo à Kiay. Quem nunca foi à Kiay não sabe o que perde!!

Entre 2008 e 2012, o que estava a dar era Vodka preta com Coca-Cola, ou Caipiroskas que basicamente eram caipirinhas, mas com Vodka preta. Também se usava muito Vodka redbull. Os meus sons memoráveis da época eram sem dúvida dos Black eyed Peas, David Guetta, Martin Solveig, etc. Chris Brown também estava no auge, ainda não tinha sido um bruto com a Rihanna. Ela também estava a bombar.

E agora, os anos com melhor música para sair, música comercial, chamem-lhe o que quiserem, dos últimos 10 anos foram entre 2012 e 2015. Todas as músicas de Calvin Harris davam vontade de dançar! Tivemos os êxitos de Robin Thicke com Blurred Lines e Get Lucky dos Daft Punk, ambas as músicas com a participação do Pharrel que adoro desde sempre! Apareceram os Imagin Dragons, Macklemore, Lorde, Avicci, Ed Sheeran, Rudimental, The Weeknd, todos com mais do que um êxito. A bebida da moda começou a ser o Gin Tónico, a Schweppes reviveu com essa moda! Obviamente aderi a essa tendência, mas também comecei a apreciar cocktails mais elaborados como um bom Cosmopolitan e outros que nem sei o nome, mas que são bons.

E pronto, hoje em dia (pelo menos antes do Covid-19), o meu consumo de álcool era muito à base de vinho ao jantar, ou um Porto branco fresquinho depois de deitar os miúdos.

Agora como temos tanto stock que um bar, de vez em quando ao fim de semana bebo uma das bebidas acima referidas para descontrair e relembrar os bons tempos.