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Cenas & Coisas

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20.Ago.18

Pelos caminhos de Portugal ou desabafo sobre as autoestradas portuguesas

Quem já leu artigos deste blog, já deve ter percebido que não sou bem daqui. Sou lusodescendente, nasci em França de pais Portugueses (sempre adorei Portugal, e assim que pude, vim viver para cá). Por isso, fazer longas viagens de carro durante as férias, tem sido o pão nosso de cada dia. No Verão vínhamos sempre de carro para Portugal e por vezes também no Natal.

 

Durante estas férias, já andamos de Norte a Sul de Portugal, mas foi agora na última viagem do Algarve para Norte, que me dei conta que estamos muito atrás dos nossos vizinhos (Espanha e França) a nível de autoestradas (e até estradas no geral…).

 

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Tenho dois filhos, um menino de 3 anos e uma menina com 5 meses. Mal entramos na autoestrada do Algarve, o meu filho decidiu que queria ler uma história, eu disse-lhe que não, que ia ficar com dói-dói na barriga, mas ele insistiu, e como ele não lê propriamente, só vê as imagens, lá o deixei ver o livro.

 

Depois de folhear a sua história, passado nem 1 minuto, ouço o menino “Mamã, olha”, viro-me e vejo-o todo sujo. Pronto, o dói-dói na barriga lá tinha acontecido.

 

Mas quando se entra na A2, tem de se percorrer 40km para ter uma área de serviço. E isso não é normal. Em França ou Espanha, todos os 20km há uma área de serviço ou de repouso. Não percebo, como uma autoestrada que é visitada principalmente por famílias, e se enche no Verão, só tem áreas todos os 40km. É que depois, parece que esse tipo de situação só acontece quando não há nada perto onde parar.

 

Como se isso não bastasse, no final da viagem, depois de já ter andado 700km, a nossa menina já estava farta de andar de carro e começou a chorar. Obviamente, foi quando saímos na A1 em Espinho, para apanhar a A41 para depois seguir pela A4, onde claramente, não havia, mais uma vez, nem uma área de serviço ou de repouso. Tive de andar a fazer contorcionismo no carro durante mais de 40km para lhe por a chucha e lhe segurar a mão, porque não podíamos parar para perceber o que ela tinha.

 

Novamente, não acho isso normal, lá vou eu fazer a minha “avec” que compara à França, mas apesar de preferir viver aqui e tudo mais, não sou cega ao ver que há coisas que funcionam muito mal aqui. Não acho que as autoestradas sejam baratas, até acho que por exemplo a A2 é bem cara. E não é normal, não termos mais conforto já que se paga tanto. E quem já viajou de carro em Espanha ou França deve perceber aquilo que digo. Até vou ser sincera, nestes três países, acho que os que estão mais à frente, são os Espanhóis. Consegue-se atravessar a Espanha em estradas que parecem autoestradas, mas que são complemente gratuitas. Aqui, se há um pedacinho de estrada ou caminho que tenha alcatrão, já é motivo para haver portagens ou Scuts. E isso é daquelas coisas que mexem com os meus nervos. E ainda mais hoje em dia, quando isso impacta o bem-estar dos meus filhos.

 

Pronto, não sei se entendem o meu drama ou se já passaram por isso, mas está feito o desabafo.

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